Segunda-feira, Abril 20, 2009

O AMOR SEM MÉTRICA


A Poesia e o Amor caminham juntos.
A Poesia namora a métrica
E juntos formam o poema perfeito.

O poema (métrico, perfeito) é a paixão dos clássicos
Dos puros
Que amam a forma, como o conteúdo.

Mas o Amor não comporta métrica.
Ela impõe limites
Formas
O Amor é mais que isso:
É a paixão de todos - dos clássicos, dos anarquistas, dos puros e dos impuros.
Mais que forma, é conteúdo.





(Rodrigo Soares, que não se curva ao que chama de métrica)

Quinta-feira, Março 12, 2009

Felinos




O bom das férias é ter tempo pra fazer nada, pra passear nas ruas, vagar pela internet...
Num passeio desses pela internet achei uma notícia da BBC Brasil (14/01/2009) que me fez pensar. Era sobre um novo hábito dos japoneses, os “cat cafés”, onde eles pagam cerca de US$ 10 (pouco mais de R$ 23) para terem a companhia de gatos por cerca de uma hora. Os clientes podem acariciar ou tirar fotos dos felinos à vontade nestes estabelecimentos, mas o que parece é que esse novo serviço atende predominantemente à carência afetiva de homens solteiros que vivem sozinhos e/ou têm problemas de relacionamento com pessoas.


Curioso isso! Seres humanos já pagam para poder passar a mão sobre os pelos de gatos ou tirar fotos! Me lembrei da prática da gatoterapia, uma prática em que os clientes passam tempo massageando e afagando felinos , é um método bastante apreciado, um tipo de terapia pouco divulgado devido aos altos custos, que fazem com que seja mais um mimo para nossas elites.

Curioso não?

Além dos passeios internéticos, ainda me restam os passeios pelas ruas, à moda antiga. Num desses momentos, mais precisamente no domingo, dia 11 de janeiro, estava eu andando num sol exuberante e fortíssimo com meu querido namorado quando vi um gato! Mas era um gato diferente... havia algo de errado com ele!

Mais de perto, pude ver sua cabeça inteira coberta de feridas e sarna, seus olhos nem abriam direito, ele estava fritando numa sarjeta (parece exagero, mas foi exatamente assim) ao meio dia, e miou, um miado alto e forte, desesperado, embora não conseguisse olhar para quem estava à sua frente. Uma cena mortificante.

Esse gato é só mais um dentre tantos que passam por isso ou por coisas piores, afinal, são apenas gatos né? São bichanos, animais que (reza a lenda) transmitem doenças terríveis e além de tudo são egoístas, traiçoeiros e interesseiros. Ufa! Quanta coisa ruim!

Mas ainda servem – se tiverem uma boa procedência e aparência – como instrumentos terapêuticos caríssimos, ou como forma de diminuir a carência neste mundo solitário em que vivemos. Que bom seria se a vida fosse menos comercializável, se valesse por si só, talvez os benefícios dessas práticas pudessem ser algo vivenciado por mais pessoas, por meio desses bichanos desgraçados que vivem por aí mendigando qualquer atenção. Sim, eles são plenamente capazes de dar carinho, companhia, xamego e o que for necessário!

O Cartola, o gato que fritava naquela tarde de sol, é uma prova viva disso, tirando os arranhados provenientes de suas noitadas nos telhados, está muito bem, um dengo só! Acho que as circunstâncias fazem dele e desses gatos seres muito interessantes, com uma capacidade incrível de demonstrar afeto e gratidão até. Eu recomendo.

Terça-feira, Setembro 16, 2008

?

Por que hoje não é sexta-feira?
Por que as pessoas não são tão sinceras? Por que eu não sou tão sincera? O que aconteceria se eu fosse?
Por que certas palavras machucam tanto?
Por que todas brigas e disputas têm cheiro de humanidade?
Por que um melhor amigo troca o outro por alguém em uma relação de outra natureza? Por que trocar ao invés de somar?
Por que às vezes é tão difícil dizer coisas tão simples e importantes?
Por que é difícil traduzir sentimentos fortes e complexos de forma que eles possam ser realmente entendidos?
Por que o mundo ameaça quando deveria acolher?
Por que nos preparamos mais para competir e disputar a qualquer preço do que para olhar e entender o outro, melhorar as relações?
Por que você come cadáveres diariamente e se espanta com crimes cometidos entre sua própria espécie?
Por que a angústia não vai embora nunca?
Por que uma orientação sexual diferente da sua é mais hostilizada do que falta de caráter?
Por que as pessoas se esquecem tão facilmente?
Por que palavras tão fortes e tão vazias?
Por que a burocracia tem mais poder do que o bom senso?
Por que criticamos "x" e fazemos "x" (sem perceber)?
Por que o maniqueísmo dos juízos de valor são aprendidos com tamanha veracidade que chegamos a ser hipócritas acerca de nossas características mais humanas?
Por que o orgulho é capaz de calar verdades na garganta?
Por que idéias perfeitas vêm quando não são mais úteis, quando já perderam o efeito?
Por que existe prazer em atacar o alheio?
Por que o amor traz tantas dúvidas?
Por que a genialidade, quando exposta, parece tão óbvia?
Por que a agressividade erra tanto seu alvo?
Por que é impossível se livrar da necessidade humana infindável de amor?
Por que não cansamos de fazer perguntas para as quais (sabemos que) não há resposta?

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Confiança... (?)

O que vem a ser?

É difícil definir, mesmo pensando nas pessoas ou idéias que nos inspiram confiança.
Há os que confiam no acaso, e vivem sem a menor "moderação", já que não se apropriam da responsabilidade que têm sobre suas vidas. Há os que se entregam ao que chamam de destino, e, da mesma forma, atenuam o peso de suas atitudes, bem como das respectivas consequências sobre suas próprias vidas ou sobre as de outrem.

E quando alguém confia muito em você? E se TUDO depender de você, assim, de repente?

Se existe uma sensação inexplicavelmente forte, aterradora e paralisante é aquela que vem quando uma certeza pesada demais cai sobre você sem aviso - ou com aviso?

Em um segundo você se dá conta de que é SIM responsável por muitas coisas, uma parcela certamente maior do que aquela com que você se preocupa cotidianamente. Uma vida pode estar em suas mãos e pode ser - ou ter sido - desperdiçada simplesmente por um ato impensado.

O que fazer então? O que dizer sobre confiança nesse momento?

Em alguns segundos o mundo pode desabar, ou talvez você suma nele.

O que era importante agora não é absolutamente nada. A relatividade das coisas se mostra em letras garrafais à sua frente. O medo te puxa pelos dois pés e você agora está de ponta-cabeça. Do avesso.

Alguém precisa te tirar dali! Ou te empurrar de vez...

...

Depois do ápice, passa ... pronto, tudo vai fazer de conta que voltou ao normal.

Ninguém precisa nem saber o que houve! Seu corpo e sua alma já não são e nem serão os mesmos...

... mas ninguém precisa saber...

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

Soneto de Luar

Por que me faltam agora palavras
Para identificar qual, dentre tantas,
Foi a noite que cuidei sentir
Ao som de cada passo o anil

Sem tocar aquela, frágil,
Cuja branca e macia luz
Ainda ao alto me envolvia
Só pra desmentir minha solidão

Aquela grande e sábia
Que em face do tempo se altera
Sempre oposta à estrela

Mas quando sua hora chega
Nada a tira do foco
Dos tristes olhos dos amantes




... divagações perdidas em folhas aleatórias. o momento, a paisagem e as paixões dão o tempero...
Deleitou-se no encanto da beleza
Eis então que jorrava por sua seiva
E agora já não mais via
Mais que nunca sentia
A vida que se lhe transpunha tórrida

Invejou aquela insanidade
Desejou tudo que não tinha
Com o fulgor que transpirava

Toda a candura que sentiu
... de seus lábios
Mas já não podia

E entregou seu resto lânguido
À deusa da eternidade...

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

FRATELLO SOLE SORELLA LUNA - Cântico das Criaturas




Dolce è sentire

come nel mio cuore

ora umilmente

sta nascendo amore!

Dolce è capire

che non son più solo

ma che son parte di una immensa vita

che generosa risplende intorno a me

dono di Lui - del Suo immenso amore!


Ci ha dato il cielo

e le chiare stelle

fratello Sole e sorella Luna


La madre terra

con frutti, prati e fiori,

il fuoco, il vento,

l'aria e l'acqua pura

fonte di vita per le sue creature...

dono di Lui - del Suo immenso amore

dono di Lui - del Suo immenso amore!



Cântico das Criaturas (melodia: ORTOLANI R. - BAGLIONI C.)



É tão triste ter que buscar inspiração onde não há belas cores, suaves movimentos, aromas estimulantes e sons envolventes... ... mas pior seria não ter alma suficiente para dar forma à inspiração.


As coisas mais belas e instigantes passam às vezes desapercebidas diante de apurados olhares, que de tão treinados a captar o que tem serventia, não se afetam pelo que é importante.


Essas coisas são singelas, naturais, simples e espetaculares.


A lua agora há pouco estava sendo massageada por diversas nuvens, toda cheia, brilhante, como se fosse a única lua do céu...





Domingo, Janeiro 13, 2008

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namorada(o)s, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"

• Charles Chaplin

Sexta-feira, Novembro 30, 2007

Be or Not to Be?


As placas de trânsito. As flores de lótus amarelas. O verão. A saudade. Júpter. As bolhas de sabão. Os caroços de melancia. Os cães de rua. Os lápis de cor. A crina dos cavalos. A metafísica. Os ovos de codorna. Os acidentes. As meias felpudas. As tintas de cabelo. Os peixes de água doce. A gasolina. O formato das escadas. As estações do ano. Os faróis. O papel de seda. A poesia. A febre. A fórmula da aspirina. As cataratas do Iguaçu. Os vestidos listrados. As garrafas de vinho doce. As penas das corujas. O hábito de batizar. A música. As beatas. O Triângulo das Bermudas. As unhas dos gatos. As folhas miúdas de samambaia. As faixas de pedestre. As poltronas de avião. As cocadas. As metades de limão. Os bancos de praça. A moda. Os amantes.

...

Tudo existia antes que eu viesse a existir.
Existiria se eu jamais tivesse existido.
Eu existo, tudo isso existe.
E continuará existindo quando eu não mais existir.

...

Uma tarde atípica, uma troca de faculdade por velório. Dois dias depois outro alguém se vai.

Absurdos às vezes acontecem. As pessoas mais importantes do mundo - para nós - morrem, e o mundo continua funcionando como se nada fosse.

O sol tem a ousadia de surgir e se pôr como se nada tivesse acontecido, as pessoas andam pelas ruas com as mesmas caras de sempre.

Chego à conclusão de que existir é algo muito grave. Tem algo de sensível, profundo, inadiável, complexo, faltante, inacessível, eterno... É tênue a fronteira entre ser e não ser.

Ninguém escolhe participar do mundo, e no entanto participa por um prazo determinado por qualquer coisa sem sentido.
O mundo passa a acontecer ali, tudo toma forma e vira uma ilusão cotidiana.
Quando algo importante acaba, vêm esses momentos de reflexão, de não querer perder o que na verdade não se tem, o que na verdade apenas nos acompanhou durante certa quantidade do que chamam de tempo - e que por sinal parece que também não existe.

Claro que isso não passa de uma reflexão ingênua e obviamente sem todas as respostas. Mas isso não impede que a pergunta aconteça: O que nos sobra, afinal?

Quinta-feira, Outubro 11, 2007

Andando ...

... os passos contra o chão, o cabelo contra o vento, os pensamentos contra o tempo e a vontade contra as possibilidades.

Muita gente diferente, rostos que se misturavam todos numa massa indistinguível de pele e histórias, roupas e gestos únicos e generalizados.

Bateu uma saudade... de todos aqueles rostos transeuntes, e de nenhum ao mesmo tempo. Como se procurasse em cada olhar alguém que não existe, mas está presente, prestes a aparecer...

Saudade tudo que já vivi, que já senti, dos motivos pelos quais já chorei e pelos quais gritei de alegria. Saudade de pessoas, saudade mesmo de lembranças, saudade de mim... saudade talvez de sentir saudade!

Uma sensação de incompletude, que parece desconectada das tantas possibilidades que existem de mudar, de estar em outro lugar... ou aqui mesmo, de outra maneira.

Bilhões de pessoas pelo mundo, se movimentando, nascendo, morrendo, comprando, transando, falando, dormindo, pensando... os seus olhos vêem agora esta paisagem, exatamente, e ninguém mais a vê neste momento. Poderia estar em qualquer outro lugar, com qualquer outra sensação, qualquer dor insuportável, qualquer satisfação inexplicável, qualquer sabor na boca, qualquer risco de vida, qualquer lapso de memória ou surto criativo... mas está exatamente aqui, exatamente desta forma.

É uma possibilidade abraçada pelo acaso, para preencher alguns instantes da lacuna da vida, e tirar o pouco sentido que a lógica tenta ter.

Me faz pensar que sempre, SEMPRE, existe a chance de ser melhor, de fazer mais, de preencher um instante que seja com qualquer coisa inesperada.

Há sempre a chance de mudar o rumo, de mudar os planos, de mudar as atitudes. Há sempre o desespero, a necessidade de se incomodar com a previsibilidade... a oportunidade de se deixar levar pelo inesperado, de se deixar contrariar, de sentir a vida devagarinho, saboreando cada mordida...

E passei o dia nessas viagens cibernéticas mentais que só eu sei fazer... pensei na tentativa de suicício que aconteceu tão pertinho de mim, o quanto afetou a energia de todo mundo por tanto tempo... e isso é também uma possibilidade! Inesperada, indesejada, incalculavelmente irreversível e incompreendida.... e ainda assim, uma possibilidade...

Muito bem... qual será a boa de hoje?

Terça-feira, Setembro 25, 2007

A sombra iluminada

Bela e calma lendo um texto para a prova de amanhã. A paisagem é a mesma, a tarde está gelada, aos seus 11 graus, as pessoas continuam nos bancos do ônibus, onde sempre estiveram.

Alguém pede licensa e vem dividir o assento. A leitura está chata, guardo o texto e volto minha atenção à paisagem e aos meus pensamentos, como já é hábito.

O alguém ao meu lado começa a falar e eu tento entender sua voz baixinha em meio ao barulho do trânsito... já saí da minha bolha particular de pensamentos...

Um rosto moreno, avermelhado na testa e bochechas, deve ter lá seus 60 anos, um olhar tristonho e rosado, que não fixava meus olhos enquanto falava comigo, olhava para algum ponto abaixo da direção de seu próprio rosto, à frente. Uma cicatriz no canto superior esquerdo da boca, uma sacolinha na mão. Ele falava sobre sua sensação ao subir no ônibus, disse que sentiu uma energia muito negativa, não sabia explicar, era como um pressentimento de algo muito ruim...

(...não quero morrer hoje, puta merda...=X)

Disse que estava bem, tinha ido tomar sua "meia-pinga" e a bala de canela, como sempre faz(lembrei do rosto avermelhado...), mas "foi pisar no ônibus e veio essa coisa ruim"... que não acontece sempre. Perguntei se ele já havia tido essa sensação antes e ele disse que sim, e que logo depois aconteciam coisas horíveis.

(...f#d%$ !!)

Quis saber se a tal energia ruim vinha de alguém em especial, ou do ambiente, ou sei lá de onde... era do motorista!

(...como era mesmo aquela história da sombra projetada? Devia ter continuado o texto!)

Depois ele contou que uma vez encontrou um balconista de farmácia muito "negativo". Negativo porque? Porque se recusou a fazer o cadastro dele na hora, por falta da xerox do RG, pra ter desconto no remédio que compra mensalmente para sua mulher - a sacolinha na mão, da farmácia! No outro dia um outro atendente fez o cadastro e não pediu nada. PORTANTO, o tal balconista era uma pessoa extremamente negativa...

(... porra, o cara não me conhece, estoura a minha "bolha", começa a falar da sensação de algo horrível que está pra acontecer com o ônibus no qual eu também estou, e aponta negatividade no motorista, no balconista, na pqp...)

ENTENDI! É a tal da sombra! A negatividade que o ego dele próprio não aceita aparece nas observações dos defeitos alheios - mas é DELE! Talvez ele tenha sonhos com uma pessoa do sexo masculino sorridente, animada e super positiva... pena que não deu tempo de perguntar! É o que, segundo o que observei nesses minutos de convivência, ele frequentemente enxerga nas outras pessoas com certa repugnância...

Pronto! Acho que vou tirar 10 na prova agora! :D

Segunda-feira, Julho 30, 2007

Maria


"A paixão faz a pessoa parar de comer, dormir, trabalhar, estar em paz. Muita gente fica assustada porque, quando aparece, derruba todas as coisas velhas que encontra.
Ninguém quer desorganizar seu mundo. Por isso, muita gente consegue controlar esta ameaça, e é capaz de manter em pé uma casa ou uma estrutura que já está podre. São os engenheiros das coisas superadas.
Outras pessoas pensam exatamente o contrário: entregam-se sem pensar, esperando encontrar na paixão as soluções para todos os seus problemas. Colocam na outra pessoa toda a responsabilidade por sua felicidade, e toda culpa por sua possível infelicidade. Estão sempre eufóricas porque algo de maravilhoso aconteceu, ou deprimidas porque algo que não esperavam terminou destruindo tudo.
Afastar-se da paixão ou entregar-se cegamente a ela - qual destas duas atitudes é a menos destruidora?
Não sei."

("Onze minutos, Paulo Coelho, pág. 91)



Evitar o que não faz bem. As mães ensinam isso.
Mas a vida por si só já é tão perigosa!
Se apaixonar então é tambem um risco. Mas não um erro... ou será que é?


As pessoas com sensibilidade suficiente pra absorver trechos da lógica da vida, e traduzir em pequenos capítulos versados de forma a construírem um espelho, onde todos se olham e vêem algo com que se identificam, como sua própria imagem refletida, ou a imagem de seus sentimentos, dúvidas, experiências e temores; têm a missão de escreverem a história que ainda vamos viver, que vamos repetir de forma única, dependendo da maneira como nos permitirmos fazê-lo.

O tema universal dos poetas é o amor, ponto.Seja abordado em seu ápice, eu sua decaída, ou em sua ausência(seria esse seu ápice?) ... é sempre amor.E não é porque os poeta sejam eternos apaixonados. É porque nós, simples mortais auto-suficientes precisamos desesperadamente de que alguém nos diga que essa experiência, embora única, é esperada.

Por que as pessoas fogem tanto da paixão?É essa a pergunta que estava querendo escorregar desde o começo...Queria gritar pro mundo todo que é bom se apaixonar, se DEIXAR apaixonar. Arriscar inúmeras coisas não por uma pessoa, mas por momentos que podem ser vividos a dois, já que é tão óbvio que o humano necessita de companhia. Me incomoda bastante ver as manobras mentais feitas por tantas pessoas medrosas, que não se deixam levar pelo elemento que as atrai porque temem o que talvez venha depois...E não se trata do lugar comum "viver cada momento como se fosse o último", e coisas do tipo... trata-se de dar a si próprio a chance de sentir as melhores e piores coisas possíveis. Claro que não é tudo cor-de-rosa nem com um "felizes para sempre" no rodapé final. Não MESMO.

Mas não vejo sentido em viver, por escolha deliberada, uma existência superficial e de poucas emoções, tendo sangue correndo pelas veias, instintos e prazeres tão atraentes que parecem errados...

Claro que estou vendo as coisas do ponto de vista extremista que me é peculiar, e não saberia usar um meio-termo. Não gosto de meios-termos. E me identifiquei demais com a prostituta romântica de Paulo Coelho, Maria, e para o dilema colocado por ela neste momento do livro, fico com a entrega total.

Proponho um protesto em frente ao MASP, com faixas coloridas, megafones e cobertura do Fantástico, só pra dizer pras pessoas mais interessantes não se esquecerem de que estão vivas, que mesmo a era coca-cola pode ter histórias de amor pra contar pros netos. Que uma lista de "amores errados", de decepções e tristezas, não justificam ignorar uma nova chance. Que trabalho, dinheiro e rotina não dão tesão nenhum. Que realmente ninguém garante uma felicidade eterna, duradoura e perfeita pra ninguém... e isso é mais uma razão pra não deixar passar nenhuma chance de viver uns momentos gostosos, simples, como a vida é de verdade.

Quem me acompanha? =]

Terça-feira, Maio 01, 2007

Amém!


Olha que coisa boa, o papa tá chegando no Brasil! (fico até emocionada...) O país inteiro se mobiliza, todos acompanhando os passos de Bento XVI em tempo real, sem
perder nada... É O PAPA!


Não existem estimativas precisas de quanto a visita papal custará aos cofres públicos e
privados. Algumas previsões, no entanto, indicam que os cinco dias que Bento XVI passará
no país não deverão custar menos de 50 milhões de reais - mais de 10 milhões de reais por
di
a.
Apenas a 5ª Conferência Geral dos Bispos da América Latina e Caribe, de Aparecida,
custará 2,5 milhões de reais, segundo os organizadores. O prefeito da cidade, José Luiz
Rodrigues, espera gastar 10 milhões de reais com obras para acolher os fiéis, e Aparecida
deve receber ainda mais 10 milhões em investimentos federais, da igreja, e da iniciativa
privada. Somente a reforma da hospedaria papal na cidade sairá por 3 milhões de reais.


Foram fabricadas várias roupas, talheres, louças, xicaras, e um monte de tranqueiras com a
marca papal. Aparecida está impaciente. A prefeitura pavimenta as ruas por onde o papa
passará, de calçadões à construção de um palco, passando pelo revestimento da Basílica de
Aparecida.


A cidade espera receber entre 400 mil e 500 mil fiéis (espera-se que os turistas gastem cerca
de R$ 50 milhões na cidade).


Mas... como a igreja católica é muito pobrezinha, e seus fiéis (que são realmente fiéis!!) têm
muito dinheiro, foi lançada a campanha "Seja um tijolinho vivo na casa da Mãe Aparecida", pedindo doações aos fiéis. "Estamos tendo muito sucesso. Nossas receitas aumentaram 15% desde o início [da campanha]", disse o administrador do santuário, padre Hélcio Vicente Testa.
A arrecadação mensal da basílica varia entre R$ 4 e R$ 5 milhões.

Claro que hipocrisia não existe por aqui e todos se lembram de que no Brasil, que é o maior
país católico do mundo
(125 milhões de pessoas , ou 74% da população), a maioria da
população (50,2%) é pobre
. Ou seja, cerca de 78 milhões de pessoas têm renda mensal
abaixo de 149 reais e, desse total, 43 milhões podem ser considerados indigentes (segundo
pesquisa realizada pelo IPEA).


Se 74% da população é católica e 50,2% vive em situação de pobreza, alguma coisa parece
contraditória! Não seria de bom tom que a Igreja-toda-poderosa fizesse jus a suas "verdades"
e praticasse um pouquinho do que ensina? Parece haver uma relação entre desinformação e
devoção
, e isso é um prato cheio para a instituição mais capitalista e manipuladora que já se
conheceu
. Não acho que a Igreja seja responsável absoluta pela miséria no Brasil, não é
mesmo. Mas esses gastos exorbitantes para a visita do representante daquela que prega
humildade e até mesmo o voto de pobreza, num país como o Brasil, é algo realmente
bizarro.

Domingo, Abril 01, 2007

SAUDADE

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.

Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cáriee pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Detalhes adicionais

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald's;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;

não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigospor isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

(autor desconhecido)



Sem maiores comentários.
Acho que todo mundo já sentiu essa saudade. Eu estou sentindo agora. =]






Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Amor x Orgasmo x Morte


Achei que fosse bobagem pensar que existe uma relação entre morte e orgasmos.Mas existe! Descobri hoje que o significado da palavra orgasmo, para os franceses, é "pequena morte", e faz todo o sentido!


A morte "ideal", segundo sábias teorias, é aquela que acontece por desejo do indivíduo, quando ele já se sente tão pleno em sua existência que não tem mais necessidade de continuar submetido às leis da vida humana. Tem uma sensação de tarefa cumprida, o que, suponho eu, deve trazer consigo uma segurança enorme, uma satisfação em saber - vivenciar, sentir - algo que os demais ainda não entenderam, a ponto de dispensar a chance de continuar participando do mundo, de subjugar a necessidade desesperada de se manter vivo, que me parece mais usual. Quando o sujeito atinge esse grau de poder (ou sei lá que nome poder-se-ia dar para isso), está pronto para deixar de existir, já está completo, pleno e satisfeito. Se entrega então, sem medo, ao desconhecido.


Isso lembra alguma coisa? Que outra contingência oferece uma sensação de tão plena satisfação; de uma presença infinita que dura apenas alguns segundos; de uma entrega total ao "SER"? É, o orgasmo.


É quando o ser de alguém transcende seu corpo; seu olhar perde o foco para que esse alguém se perca em si mesmo, se entregue completamente.


É o momento que alguém que ama tem a chance de enxergar e sentir fisicamente a alma de seu objeto de amor. É um segundo eterno que não pede nem permite explicação, apenas deixa que seus súditos o toquem de leve, por instantes, e passem o resto de seu tempo esperando seu próximo encontro.


Ninguém se esconde, por mais que tente. A linguagem do corpo diz muito mais do que qualquer intenção de se mascarar, e o que sobra é a mistura de dois corpos, dois seres que deixam de ser juntos, que escolheram estar ali, e não em qualquer outra parte.


Aquele momento extasiante do orgasmo é a pequena morte de que os franceses falam, é a interação original. E sorte de quem já teve um segundo assim, que seja, em toda sua existência. Que já viu sentiu a alma de quem ama, que já deixou de ser por um momento sequer ... que já morreu um poquinho!


Acho que se existe amor, deve ser assim, deve ser paixão, o resto é o resto... =)

Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

sagitário

Fui procurar coisas normais na internet, e li meu horóscopo.

"Sagitarianos estão sempre em busca da melhor opção, nunca descartando nenhuma alternativa. Por isso, podem ser um pouco relutantes em assumir um compromisso sério e são ainda piores para casamentos. " [Isso é muito animador...]

"Em relações amorosas gostam de independência. Sua natureza exploratória pode levá-los a serem infiéis. Em geral, não sentirão qualquer remorso quanto a isso, já que costumam separar bem o amor de suas aventuras passageiras. " [má fama =/ ]

"De tão fascinados que são por assuntos etéreos e místicos, tornam-se muito desorganizados. Vivem adiando os compromissos, pois não conseguem bem se ater um cronograma. Há quem os considere muito irresponsáveis. (...) Sua franqueza também é irritante, especialmente quando investem-se da tarefa de pregar e ensinar o que sabem sobre o mundo, mesmo àqueles que não querem aprender." [isso é verdade! ]

"São pessoas muito sortudas. (...) Em todos estes campos, a expansão e o crescimento (da empresa, de sua grandeza etc.) serão as conquistas mais marcantes deles." [tomara! ]


"(...) Esta parte animal também dá aos sagitarianos a tendência a embriagar-se e se entregar-se ao seus instintos mais baixos, vez por outra." [tava faltando essa parte...]


Já leu seu horóscopo hoje? NÃO leia! \o/


Sem mudanças repentinas de humor, pra variar o de sempre.

Mas diferente. Depois de um tempo tentando entender o que se passava aqui dentro - depois de entrar nessa fase narcisista e egocêntrica até a última gota - depois de ver o quanto se pode mudar, o quanto dá pra ser bom, mesmo quando tá uma droga. Depois de ver que realmente não gosto de ocupar uma posição passivamente submissa a pessoas ou a meus próprios sentimentos - e essa é a parte mais incômoda -, sentir isso, é mais do que saber, aconselhar, e fingir que nada está acontecendo.Nem tudo é tão confuso assim. E o melhor é que é tudo consequência, efeito de escolhas e atitudes, tomadas ou não. E fazer uma mudança nisso tudo, é muito, m-u-i-t-o bom! =D



* Aproveitando a baixa frequência neste blog pra fazer dele um quase diário. Só QUASE. *








Ampulheta


Não vim falar-te de ontem,

de quando nasci de seu abraço

para existir em seu sorriso,


Aquele tempo em que beijei

todos os seus beijos em meio à lua,

em meio ao sol e ao horizonte

e ainda fui feliz noite afora.


Nem dizer-te sobre amanhã.

Coloridas flores, imponentes,

debruçadas à mesa da cozinha.


Testemunhas de um amor que exala

os aromas do fogão e da juventude

correndo por sobre os tacos e azulejos

dos cômodos de um reino inteiro.


Falo-te já, sobre o já que há

correndo por entre minhas veias

antigas, de levar o não ao coração.



Cadore =)



Vez ou outra eu ganho um presente no meu scrapbook.

Orkut tem sua utilidade!

Domingo, Fevereiro 11, 2007


Ela estava há horas pensando naquilo e nem notava. Já tinha brigado, chorado e dormiu um pouco também. Na equação dos fatores relevantes de sua rotina, era dispensável. Por que, então? Não sabia. Resolveu se distrair e começou a devorar Clarice Lispector, ouvir Legião Urbana e comer pipocas.


Vinha de dentro, do ventre, da alma. Nada que viesse de fora ia disfarçar, e ela sabia. Aquele minuto levaria horas pra passar, e, amanhã, quando acordasse, talvez não tivesse ainda terminado. Mas ainda assim encontrou conforto nos versos de alguém que parecia ter sentido exatamente aquilo em algum momento de sua vida, e tinha o dom de dimensionar suas emoções de forma que uma amadora como ela pudesse se sentir olhando pra si mesma, ao ler.

O tempo serve pra fazer as coisas parecerem menores. Quem ia se lembrar de tudo o que ninguém mais soube? Era uma questão de esperar o tempo apagar as lembranças e dar espaço para outras coisas tirarem seu sono. O sonho com a morte, o guardanapo escrito, a página do diário, a música... tudo isso ia passar... Sempre passa.


Vendo de fora, ninguém ia dizer, nem ver diferença. Era só passar sua vida para a terceira pessoa, e esperar o tempo correr...


Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Raindrops are falling on my soul

Raindrops are falling on my head
and just like the guy who's feet are too big for his bed,
nothing seems to fit those,
raindrops are falling on my head,
they keep falling
so I just did me some talking to the sun,
and I said I didn't like the way he got things done,
sleeping on the job those,
raindrops are falling on my head
they keep falling

[Raindrops Keep Falling On My Head B.J. ThomasBurt Bacharach / Hal David]


A sensação da chuva caindo, num momento em que não penso em nada, apenas sinto os pingos de chuva e os estímulos nervosos que são chamados de "emoção". Esses, que mudam a percepção das coisas, que me fazem pensar que há aquele mistério, aquela coisa desconhecida que um dia vai aparecer e solucionar o enigma da vida...

Nada acontece, nem vai acontecer, mas nunca deixamos de esperar! Porque somos seres faltantes, esperamos encontrar o que nos falta numa paixão, por exemplo...queremos que nossa alma gêmea seja do jeito que nossos desejos pedem. E encontramos certo dia alguém, a paixão acontece... Ele é perfeito, do jeito que eu pensava que queria, e minha vontade e imaginação me faz vê-lo exatamente assim!
As coisas acontecem, certas coisas vão aparecendo.... as emoções vão mudando de forma, as pessoas estão diferentes...

E agora me pego escrevendo pra dizer sobre algo que nem eu sei o que é!
Não quero chamar de paixão, nada disso. Não gosto de perder o controle da situação, o controle sobre mim. Isso passa...
Não gosto de melosidades, e me desconheço às vezes. Mas escrever faz bem!
Não colocarei nomes nem nada, não vai fazer diferença.

Isso passa! =)

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

Manchete!


Manchete: “A day in the zoo with Big Brother”, fui ver, claro!

A reportagem falava brevemente sobre um zoológico na Austrália que colocou um grupo de pessoas numa jaula em uma espécie de protesto contra o aprisionamento de primatas. (Aí eu me interessei!)
O grupo de voluntários ficaria por um mês na jaula, vivendo como os Chimpanzés, comendo bananas e expostos ao sol forte (Boa idéia!). Os visitantes do Zôo fariam uma votação para eleger o humano predileto, que se tornaria o símbolo do zoológico (já desviou do objetivo...). Eles estão sendo monitorados por uma psicóloga, que quer melhorar as condições de vida dos macacos que vivem em cativeiro, e estabeleceu regras para a convivência dos humanos na jaula (artificialidade humana).

Como disse, muito me interessei pela idéia, pela causa, pela atitude. É algo quase original, uma mistura de várias coisas que estão presentes na mídia hoje em dia.
A notícia correu o mundo todo, as visitas ao Zôo certamente aumentaram, as mensagens de celular para eleger o humano predileto correndo solto...

Vi, certa vez, um vídeo na faculdade sobre uma experiência que foi feita com uma Chimpanzé, a Macaca Koko (foto). Ela foi adotada ainda bebê por uma família de humanos - pesquisadores - e cresceu com eles como uma criança. Aprendeu, através da linguagem dos sinais, a se comunicar; dizia o que queria e o que não queria. As coisas de que não sabia o nome, ela dizia juntando duas ou mais palavras que já conhecia; ela mostrava comportamento de apego para com seus humanos, e cuidou de um gatinho como seu mascote. Tinha um diário, e queria privacidade para usa-lo. Ela passava seus conhecimentos adiante (ué, característica humana!?!?), e se tornou um símbolo e uma charada para os pesquisadores de antropologia, de psicologia, entre outros. Qual era, agora, o limite entre o que era “humano” e o que não era? Até que ponto somos uma espécie diferente?

A humanização dessa Chimpanzé atiçou essa discussão.

E agora nos vemos diante de um evento inverso; humanos, tornando-se macacos!!

Como é possivel entender isso? Em nome do protesto, tudo vale, claro.

* Uma maneira de chamar a atenção da mídia para a realidade dos macacos e outros animais USADOS cruelmente pelo ser humano;
* Um golpe da mídia, um evento inédito com direito a votação online e tudo, um Reallity Show camuflado;
* Desejo real de lutar pela causa dos macacos... e/ou de ganhar fama, por parte dos voluntários;
* Um desejo de voltar às origens mais primitivas e animais, desprender-se da cultura – Não!... Se fosse isso, não haveria restrição ao sexo ou a comportamentos “inadequados” socialmente - ISSO é muito humano!

Nenhum ser humano existe hoje em estado de natureza pura, sem impregnação cultural, NENHUM! E numa tentativa, como essa, as regras de convivência, a obrigatoriedade de “imitar” comportamentos de outra espécie, a consciência de que se está sendo observado (e como!), a intencionalidade da experiência ... tudo faz com que haja apenas uma representação, e nada mais.

Tomara que a repercussão sirva para além da torcida pelos macacos-humanos, tomara que as pessoas sintam dó de seus semelhantes enjaulados, e que neste momento ocorra-lhes que esta é a rotina dos animais que lá vivem – já que é tão necessário essa sensação de se imaginar “na pele” do outro, e isso acontece quando trata-se de membros mesma espécie, senão, é quase incompreensível...

Vejam!

http://myhero.com/myhero/hero.asp?hero=Koko_ansonia_jhs_05 (Sobre a Koko)
http://www.news.com.au/adelaidenow/story/0,22606,21004017-5011180,00.html (matéria do Zoo)



Aproveitando a deixa, vou colocar aqui algo a respeito, que imagino que poucas pessoas já tenham lido com atenção, até porque é difícil crer que não se trata de uma brincadeira.




Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Proclamada pela Unesco em sessão realizada em Bruxelas em 27 de janeiro de 1978

Preâmbulo:


Considerando que cada animal tem direitos;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos levaram e continuam a levar o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais;

Considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência de outras espécies animais, constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo;

Considerando que genocídios são perpetrados pelo homem e que outros ainda podem ocorrer;

Considerando que o respeito pelos animais por parte do homem está ligado ao respeito dos homens entre si;

Considerando que a educação deve ensinar à infância a observar, compreender e respeitar os animais,
Proclama-se:
Art. 1° - Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência.

Art. 2° - a) Cada animal tem o direito ao respeito.
b) O homem, enquanto espécie animal não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar a sua consciência a serviço dos outros animais.
c) Cada animal tem o direito à consideração, à cura e à proteção do homem.

Art. 3° - a) Nenhum animal deverá ser maltratado e submetido a atos cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.

Art. 4° - a) Cada animal que pertence a uma espécie selvagem, tem o direito de viver livre no seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de reproduzir-se.
b) A privação da liberdade, ainda que para fins educativos é contrária a este direito.

Art. 5° - a) Cada animal que pertence a uma espécie, que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade, que são próprias da sua espécie.
b) Toda modificação deste ritmo e destas condições impostas pelo homem para fins mercantis é contrária a este direito.

Art. 6° - a) Cada animal que o homem escolher para companheiro tem o direito a uma duração de vida, conforme a sua natural longevidade.
b) O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Art. 7° - Cada animal que trabalha tem o direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade do trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.

Art. 8° - a) A experimentação animal, que implica em um sofrimento físico e psíquico, é incompatível com os direitos do animal, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra.
b) As técnicas substitutas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art. 9° - No caso do animal ser criado para servir de alimentação deve ser nutrido, alojado, transportado e morto sem que para ele resulte ansiedade ou dor.

Art. 10° - a) Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem.
b) A exibição dos animais e os espetáculos que utilizam animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Art. 11° - O ato que leva à morte de um animal sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.

Art. 12° - a) Cada ato que leva à morte um grande número de animais selvagens, é um genocídio, ou seja, um delito contra a espécie.

Art. 13° - a) O animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência de que os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como fim mostrar um atentado aos direitos do animal.

Art. 14° - a) As associações de proteção é de salvaguarda dos animais devem ser representadas a nível de governo.
b) Os direitos dos animal devem ser defendidos por leis, como os direitos do homem.”

















Sexta-feira, Dezembro 15, 2006


"Quem diz que gato é arrogante, egoísta, safado e espertalhão não conhece um gato. Gato é zen, é Tao, vê além do homem e relaciona-se com a essência. Exige respeito pela sua individualidade, mas também sabe respeitar a dos que o cercam.

Não pede amor, mas é exigente com quem ama e exige retribuição. Discreto, quando manifesta afeto é muito verdadeiro.


Se o homem não sabe ver o gato, o gato sabe ver o homem. Vê mais, vê dentro, vê além. O gato é uma lição diária de harmonia, equilíbrio e fidelidade. Suas manifestações são íntimas e profundas, vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.
Em toda a natureza, ninguém aprendeu a bastar-se como um gato! "


(Adaptado de um texto de Artur da Távola)


Passam por egoístas e traiçoeiros, mas só quem não conhece acha isso. Já foram perseguidos na época da inquisição, morreram, renasceram. Já foram deusificados por egípcios quando havia mais ratos nas ruas do que tudo. Não são pra qualquer um!


É, eu AMO gatos!

Quinta-feira, Novembro 30, 2006

"Hoje a noite é bela / Vamos à capela..."



Avenida Paulista, 22:55h.

O Banco Real já está todo iluminado, decorado para o Natal. Lindas renas, luzes, um coral de bonecos, a neve... Estamos de novo no clima “natalino”.
Está chegando a época do perdão, das músicas calmas, das roupas brancas, dos brindes pela vida, da generosidade, dos PRESENTES, da caridade, dos pedidos, da passividade, do “amor ao próximo”...

Pois é! Temos dia marcado para amar o próximo. O “fazer o bem” tem um valor diferente, ampliado, nesta época. Não se ajuda alguém porque este alguém está sofrendo, ou até mesmo porque o “aliviar o sofrimento” te faz se sentir melhor. A ajuda vem da (quase) obrigatoriedade da época, assim foi convencionado, e assim acontece.
Dar um prato de comida a alguém, em tempo de Natal, chega a adquirir um significado de “redenção dos pecados” cometidos durante os 364 demais dias do ano.

Ninguém briga. Ninguém xinga. Raiva? Passa longe! É NATAL!
As brigas de família são relevadas, o perdão acontece, o amor transborda dos olhos de todas aquelas pessoas queridíssimas, que aliás, você só tem o prazer de ver no Natal mesmo, no resto do ano estão todos muito ocupados – há que se aproveitar a ocasião para amá-las incondicionalmente!

As crianças esperam ansiosamente pelo Papai Noel, ou talvez pela hora de abrir os presentes do bom velhinho (sim, é, o tio, elas já sabem). O pai espera pelo brinde, e a avó, pela Missa do Galo...

Ninguém pensa no sentido atribuído ao Natal por suas “próprias” crenças. Fazem como deve ser, e nada mais. Parece que simplesmente agem de uma determinada forma na presença de estímulos em forma de árvores enfeitadas, velhinhos barbudos vestidos com roupas vermelhas e gorro, luzinhas, músicas características...

Penso que isso, no caso de eu estar certa em metade das colocações, é um tanto quanto hipócrita.

Tomara que eu esteja errada!


Sexta-feira, Novembro 03, 2006


Oi!
Eu sou o Trovão!

Você talvez já tenha ouvido falar de mim, sou um Pit Bull que foi ABANDONADO há uns meses, andaram divulgando minhas fotos, procurando um lar bem gostoso pra mim, mas não encontraram.
Fui abrigado num lugar cheio de outros cães, abandonados como eu, enquanto esperava alguém com amor o suficiente pra me dar um lar de verdade.
Mas aí, com tantos cães juntos, acabei contraindo uma doença que foi me deixando desanimado, caído...
Os dias iam passando e eu continuei lá, emagrecendo, só piorando...
Acho que eu tava quase subindo pro céu, quando minha alguém me puxou pelo rabo e me mandou ficar mais um pouquinho, que eu ainda tinha muito que viver!
Aí eu fiquei... mas só mais um pouquinho...
Fui embora, não agüentava mais, meu corpo não reagia a nada, só respirava...

Isso acontece todos os dias, com inúmeros animais, bem perto de você, sabia?

Essa história podia ter sido diferente!

Portanto:

PENSE BEM ANTES DE JOGAR UM ANIMAL NA RUA!

É UMA FORMA COVARDE DE CONDENAR ALGUÉM À MORTE!

ELE NÃO TEM OPÇÃO, VAI PRA ONDE VOCÊ O MANDAR!

A VIDA DELE VALE TANTO QUANTO A SUA!

LEMBRE-SE DE QUE ELE JAMAIS O ABANDONARIA, POR NADA!

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

A magia do Sapiens-Demens



O conceito da palavra magia costuma dividir opiniões.
Desde a Magia dos Contos de Fadas até a “Magia Negra”, passando por inúmeras outras, a palavra parece ir tomando sentidos bem variados. Se consultarmos um dicionário:
“MAGIA, s. f. Religião dos magos; arte de produzir por meio de certos atos e palavras efeitos contrários às leis naturais; ciência oculta; feitiçaria; bruxaria.”
O que não se discute é que a magia está sempre presente nas sociedades humanas, independente do sentido que adquira. A magia é inerente ao homem, uma vez que este a desenvolve, dentre outras coisas, para distanciar-se da condição animal à qual faz parte.
A questão passa a ser outra então! Até que ponto tem o homem razão em considerar-se racional, uma vez que vive num misto de realidade e imaginação, perdendo os limites de uma e outra? E quanto à incapacidade de aceitar sua natureza e finitude?? Será o homem sapiente? Ou demente??


“(...)Trata-se de um ser de uma afetividade imensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser ansioso e angustiado, um ser gozador, embriagado, extático, violento, furioso, amante, um ser invadido pelo imaginário, um ser que conhece a morte e não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras, um ser subjetivo cujas relações com o mundo objetivo são sempre incertas, um ser submetido ao erro, ao devaneio, um ser híbrico que produz a desordem. E como chamamos loucura à conjunção da ilusão, do descomedimento, da instabilidade, da incerteza entre real e imaginário, da confusão entre subjetivo e objetivo, do erro, da desordem, somos obrigados a ver o homo sapiens como homo demens.” ( MORIN, Edgar. O Enigma do Homem)



O que entendemos por racionalidade, traz consigo, além das condições para o desenvolvimento da civilização, razões para nos questionarmos a cada dia sobre o que somos, fomos e viremos a ser. Há inúmeras dúvidas com que somos obrigados a conviver por toda a vida sapientes de que jamais as solucionaremos, assim como nossos antepassados o fizeram e como nossos descendentes o farão.
Uma das principais incertezas humanas é a morte, e, mesmo assim, é a “única certeza da vida”, conforme o dito popular. A certeza é da ocorrência, em qualquer momento da vida. A dúvida, é sobre depois... que acontece? Para onde vamos? Será que vamos mesmo??
Ocorre que o humano não se conforma com a morte, com sua condição mortal natural. Busca explicações por meio da magia, da imaginação e da mitologia.
A magia está presente já nos funerais, nas sepulturas, que são feitas apenas pela espécie humana. A sepultura não é senão um ritual de magia, de transformação de um estado a outro; como a realização da transcendência humana. Afinal, não existe humano sem transcendência!



[Trecho de um trabalho de antropologia, só o comecinho. Gostei tanto dele!!]



Sábado, Outubro 28, 2006

"Amor Perfeito"


Não...A vida é tão bela!
Cheia de células, flores e poeira!
Flores murchas que caem aos pésde suas pétalas,
e debruçam-se no chão,
sem nenhuma intenção de serem esquecidas.

Sem contar com a rotação natural
que não apenas esquece,
mas que nunca verdadeiramente reconhece;
flores que não se contentam em não ser mais.

Que só perfumam porque as sentimos,
que só espinham porque temos sensibilidade.
Que só se dão porque lhe damos um novo caminho,
que deixam de ser jardim porque penso em mim.

O perfume se esvai em ventanias incessantes;
a sensibilidade
morre junto às pétalas secas.
Lembrança, tudo o que sobrou
além de uma invisível sombra
do que um dia foi a mais linda flor.

Mas não gosto de falar de flores.

[Thiago Perin e Vanessa Brasil, via msn, inspiradíssimos]

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Algum dia...


É incrível como às vezes a gente consegue fazer tudo o que sempre disse que jamais faria!

Você olha em volta, sabe dizer exatamente o que acha certo e o que não acha. Sabe falar sobre seus planos e convicções. Sabe até mesmo dizer o que recrimina na atitude dos outros. “Como pode alguém se prestar a isso?” \o/

Aí, num belo dia, encontra a chance de dar aquela escorregada. Mas resiste bravamente! Conta até pros mais íntimos, com orgulho, o quanto é bom ter os olhos bem abertos e agir corretamente!
... mas aquela vontadezinha continua lá!

O tempo passa... as coisas vão acontecendo, te mostrando que, às vezes, suas decisões não são propriamente suas. Sua vida está ligada ao mundo à sua volta, e o que determina até mesmo suas vontades, pode não estar em suas mãos. Isso é grave!
Você começa, então, a pensar sobre aquelas convicções, aquelas idéias que, em outros tempos, saltariam da sua boca quase decoradas, cheias de moral e sobriedade incontestáveis! Até que ponto isso tudo é realmente seu??? Aliás, o que há de SEU nisso tudo? – Seria uma pergunta melhor.
E aquele lugarzinho, onde você vai procurar essas respostas, está vazio! E agora?

Eis então que surge alguém com outro olhar para o mundo, uma cabeça mais “aberta”, alguém pronto a comer a vida com uma colher bem grande!
Aquelas escorregadas não parecem tão más, só um pouquinho estranhas – ainda. O seu jeito não é mais o mesmo, nem seus pensamentos. A vida está agora mais colorida, as situações mais interessantes e as pessoas mais apetitosas! Tudo vale a pena! O mundo é seu! E todos à sua volta te confirmam isso. Ou quase todos.

Você se sente livre, de tudo e de todos. E é uma delícia!!!

Até que, em outro belo dia, algo acontece. Nada de extraordinário. Nada que você não pudesse prever... mas aquilo te puxa pelo umbigo, te deixa completamente sem chão. Dá vontade de chorar. E de não fazer nada. Apenas esperar o mundo parar pra você descer.
Até seu corpo parece mais pesado... o tempo não acontece do mesmo jeito. Aquele colorido todo vai murchando, o apetite já não existe, e você não pode fazer nada. Tudo que te fez sorrir agora está trancado, escondido de você.
Mesmo assim, os dias continuam passando, ninguém precisa notar o que está te queimando. Ninguém é responsável por sua incompetência para viver. E, se tudo o que te faz bem parece depender da uma palavra, um sorriso, ou mesmo um olhar de alguém, a culpa é sua. Principalmente se parecia óbvio que não devia esperar nada desse alguém, ou de qualquer outro.
A sua vida não estava realmente nas suas mãos!

O que fazer, então? O que pensar? O que mudar??
Vai saber... enquanto isso, o jeito é procurar um papel e uma caneta, um amigo, uma música... ou um teclado, na frente de uma tela de computador. O tempo vai passar, mais uma vez, e a vida vai mostrar que não é uma novela, que um episódio não é o final da trama, e sim um começo mais emocionante para o próximo capítulo! =]

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Diário... no Mercedão

A gente tem passado tanto tempo junto! Fico cerca de 4 horas do meu dia com você... Você e alguns outros, parecidos contigo. E tem sempre um bando de gente junto...SEMPRE! O engraçado é que ninguém se fala, parece que estão todos sempre mal humorados.

De vez em quando um casal... Ou duas amigas, uma sempre já chega com falas estridentes sobre como seu chefe a irrita, e como ela o enfrenta! E aquele rapaz, desajeitado, com sua camisa xadrez de vermelho e jaqueta de couro, o jeans já desgastado, que atende prontamente o telefone celular (depois que este agrada a todos com sua versão ringtone da nona sinfonia de Bethoven...), e, pelo barulho terrível, que não o deixa ouvir direito seu interlocutor, avisa aos gritos que “passa amanhã pra dar o resto da quantia e explicar melhor a situação” ...(como se já não tivesse deixado todos a par de seus problemas).

A senhora, mãe de família, suada, que chega afobada, os olhos arregalados, mal pode controlar seus próprios passos, para se equilibrar, e não tem temo de impedir o impacto causado por suas várias sacolas no rosto do rapaz, arrumadinho, na primeira freada... “Quer que eu leve para a senhora??”

Não falei do cobrador! Agora, na verdade, é uma moça, de óculos, japona azul marinho e cabelos pretos, presos atrás. Ontem, era um homem, jovem, que, como outros vários, tem o hábito de deixar mocinhas constrangidas durante a viagem, olhando fixamente, dando sorrisinhos esporádicos, entre as giradas da catraca... Alguns são legais, se oferecem para segurar suas coisas, perguntam o que você está lendo, o que estuda, do que gosta... fazem até comentários gentis, às vezes demais.

Eles sempre gira a catraca pra você não se esforçar, oferecem o que estão comendo (se estão!?), comentam coisas do tipo “Está vindo mais cedo?? Faz tempo que não te vejo!” , e sorriem pra você na hora que está saindo.

Falando em cobrador, catraca e afins, lembrei agora do menininho, com sua mochila, indo para a escola, pela manhã, com sua mãe. Esta, jovem e orgulhosa dos olhares atenciosos e cheios de carinho na direção de sua cria, segurava sua carteira e, com a mesma mão, empurrava o pequeno pela mochila... “Passa, filho, vai...”. O garoto, com um leve sorriso e os olhos em espertos, se segura firme em cada um dos lados, diante de sua platéia, e das mãos já próximas a ele, prontas para não deixa-lo cair, quando passar. Ele, então, se entrega finalmente à aventura de atravessar aquele corredor ... com pulinhos, gritos e a vivacidade de quem está descobrindo o mundo, vivendo como o Batman!

É...tantas coisas que vejo enquanto estou com você! Ontem gostei da música, sempre que conseguia ouvir, e a temperatura também estava agradável...
Obrigada pela solitária compania. Até amanhã!

*20/10/2006, a partir das 19:30, no caminho para casa, [Jd Elba, 476-G]*
QUALQUER LUGAR NUM ÔNIBUS, OU EM QUALQUER OUTRO AMBIENTE, É PREFERENCIAL PARA QUEM PRECISA MAIS DELE DO QUE VOCÊ!
Acho triste que ainda seja necessário identificar em amarelo-ovo a obrigação
de ser coerente.

Sábado, Setembro 30, 2006

estreando...

Ulelê
Ulalalá!
=]